DESEMPREGO – UM PROBLEMA QUE VAI ALÉM DE ANGOLA

Em 2008, o mundo anunciou uma crise económica que surgiu por conta da baixa tremenda no sector imobiliário. A partir desta data, países de toda parte do mundo degustaram o sabor amargo de inúmeros problemas sociais, com maior realce ao aumento do índice de desempregabilidade, até mesmo nas grandes potências, tal como os Estados Unidos da América, que o desemprego cresceu a 12%, a vida tornou-se mais difícil.

Ora, neste mesmo ano, em Angola a crise não chegou a beliscar, de modos a que as pessoas pudessem sentir o impacto. O país “respirava” prosperidade e o desemprego não era assunto para ser discutido, e isto é um facto irrefutável. Foi apenas em 2014, pela baixa do preço do petróleo, que anunciou-se e começou a viver-se um cenário de crise económica e financeira, onde já se vislumbrou pessoas a encontrarem alguma resistência em relação ao acesso ao primeiro emprego.

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Porém, a diferença que paira sobre Angola e o mundo é que países da Europa e América, onde o Estado não é o principal empregador, já há muito conheciam o elevado nível de desemprego, que obrigou inclusive muitos angolanos que haviam emigrado, em busca de melhores condições de vida, a regressarem. Em angola, onde o Estado é a principal entidade empregadora, por conta da crise e posteriormente pela desvalorização do kwanza, somente em 2014 e 2015 a dificuldade ao acesso ao trabalho passou a ser um facto.

​Com efeito, o desemprego vai além do território angolano. Agora, sobretudo por conta da Covid – 19, em Portugal, por exemplo, somente nesta fase de pandemia já aumentou a 7% o quadro de desemprego. Tal como Portugal, muitos outros países, dia pós dia, adiantam o crescimento da falta de trabalho, em conta está o encerramento de muitas empresas. O Ruanda, um país africano que se tem destacado em vários sectores, anunciou recentemente que o desemprego aumentou a mais de 40%.

Neste sentido, compreende-se que Angola não pode ser visto como o país onde a desempregabilidade se instalou e acomodou-se, um posto de trabalho pode ser muito mais difícil de encontrar-se em países do primeiro mundo do que em Angola, um país que agora caminha em busca de melhorias efectivas em todos os sentidos. Todavia, é curial que se apele a paciência dos angolanos e angolanas, pois, sabe-se que “Roma não se fez em um dia”, e Angola é uma nova nação.

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