Grupo Media Nova: Um navio com novo capitão.

Grupo Media Nova: Um navio com novo capitão.

3 de Agosto

Depois do Grupo Media Nova ser assumido pelo Executivo, evitam-se novos despedimentos e é garantida a permanência da linha editorial, pluralidade e liberdade de imprensa.

 Notavel365News

Recentemente noticiou-se o facto do Grupo Media Nova (que abrange o jornal O País, a Rádio Mais e a TV Zimbo) passar para a Gestão do Estado, decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) que, “em virtude de terem sido constituídas com o apoio e reforço institucional do Estado”, retomou o mesmo por intermédio do Serviço Nacional para a Recuperação de Activos.

As empresas de comunicação social acima citadas, foram entregues ao Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação, chefiado por Manuel Homem, que por sua vez criou uma “Comissão de Gestão”, daqui em diante coordenada pelo jornalista Paulo Julião, antigo quadro da TPA.

Hoje, a Redacção do Notavel365News, teve contacto com um artigo onde relacionava-se a atribuição do Grupo Media Nova ao Estado, com os tempos do Partido Único (analogia absurda) sinal inequívoca de uma clara e pretensiosa tentativa de denigrir o papel do Executivo na direcção do aparelho governamental, com ênfase dos ministérios, criticar os avanços que durante o mandato do Presidente João Lourenço tem-se registado no que diz respeito à liberdade de imprensa e mais uma vez, semear as dúvidas sobre a idoneidade da Presidência actual.

Nos tempos do Partido Único, era uma quimera proporcionar o desenvolvimento de uma cultura de diálogo, diálogo que “nos tempos do multipartidarismo” actual veio resolver a grave situação pela qual atravessava o Grupo Media Nova, que o levou a suspender o vínculo laboral de alguns profissionais, devido, alegadamente, ao Estado de Emergência que o país vivia, por conta da pandemia da COVID-19.

É fácil criticar quando tem-se um alvo como o Estado. De acordo com Pacheco (2004), é frequente, ainda hoje, atribuir todos os malefícios da vida política, social e económica ao período fascista-colonial português e ao leninismo (do Partido Único), o que, segundo ele, não é verdadeiro.

Afirmar que o Estado quer monopolizar a imprensa, é vontade de exalar veneno, sendo que o Ministério das Telecomunicações garantiu que as autoridades angolanas vão manter a linha editorial, pluralidade e diversidade da informação destas empresas, além de garantir os postos de trabalho.

É importante salientar que os funcionários destas instituições não vão representar encargos adicionais para o Governo, pois são empresas que tem um rendimento próprio com capacidade para autofinanciar as suas despesas.

Por outra, já falou-se da venda destas empresas ao sector privado via concurso público, e até chegar esse momento é óbvio o Estado tomar cartas sobre o assunto, sendo que foi com recursos estatais que edificaram-se estes impérios do sector da comunicação.

Muitos de nos apontamos com o dedo os corruptos que durante vários anos saquearam o país, agora que o Governo cria uma estratégia para lutar contra a corrupção e recuperar o que pertence por direito ao povo, alguns oportunistas aproveitam para contrariar essa linha de pensamento e desviar à atenção do que realmente importa.

O Executivo representa, bem seja dito, à maioria dos angolanos, e ao tomar credenciais em certos assuntos não pode agradar a todos, muito menos aos que, traz anos de roubo, fizeram do bem público, riquezas particulares. Nesta fase, os que roubaram, devem aguardar a sua vez de prestar contas, e não andar com intrigas falando através de terceiros para tentar atingir a imagem do Executivo.

Até demonstrar o contrário, é justa a decisão governamental de assumir o rumo do Grupo Media Nova, os grandes navios precisam de capitão, e essa função, agora, é do Executivo.  

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