OPEP reitera aposta na estabilidade do mercado petrolífero

A 21ª Reunião da Comissão Ministerial Conjunta de Acompanhamento (JMMC) dos Países Exportadores de Petróleo e restantes produtores (OPEP) reiterou, nesta quarta-feira, a importância dos esforços de reequilíbrio em curso para a estabilização do mercado petrolífero a longo prazo.

Realizado por videoconferência, o encontro destacou igualmente o alcance total da conformidade de todos os países participantes na Declaração de Cooperação (DoC) e compensar as deficiências de Maio, Junho e Julho de 2020.

Neste encontro, sob a presidência do ministro da Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdul Aziz Bin Salman, e o co-presidente Alexander  Novak, ministro da energia da Federação Russa, agendou-se as próximas reuniões do JTC e do JMMC para o dia 16 e 17 de Setembro de 2020, respectivamente.

Na reunião, analisou-se o relatório mensal elaborado pelo Comité Técnico Conjunto (JTC) e os desenvolvimentos no mercado global de petróleo, desde a sua última reunião realizada a 15 de Julho de 2020 e considerou as perspectivas de mercado para o segundo semestre de 2020 e 2021.

O comité instruiu o JTC e o Secretariado da OPEP a monitorizar de perto e informar o JMMC sobre a implementação da compensação necessária pelos países participantes com baixo desempenho, conforme estipulado nos seus planos.

A reunião serviu igualmente para relembrar as contínuas contribuições positivas da Declaração de Cooperação (DoC) no apoio ao reequilíbrio do mercado global de petróleo.

Analisou também as decisões históricas tomadas por todos os países participantes no DoC na 10ª reunião extraordinária ministerial da OPEP e não OPEP em 12 de Abril de 2020 para ajustar a produção geral de petróleo bruto, e as decisões unânimes tomadas na 179ª Reunião da Conferência da OPEP e a 11ª Reunião Ministerial OPEP e não OPEP, em 6 de Junho de 2020.

Considerou-se haver alguns sinais de melhora gradual das condições de mercado, incluindo a reversão da formação de estoque em Julho de 2020 e a redução da lacuna entre a oferta e a demanda global de petróleo.

No entanto, o ritmo de recuperação pareceu ser mais lento do que o previsto, com riscos crescentes de uma onda prolongada de COVID-19, observou o comité.

No final do encontro, o comité ressaltou a fragilidade do mercado e as incertezas significativas, particularmente associadas à demanda de petróleo, e apelou à vigilância de todos os países participantes.

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