OPOSIÇÃO E SENTIDO DE ESTADO NUMA DEMOCRACIA

MPLA e UNITA ou Oposição estão condenados a entenderem-se, mas esquecer que as FAA e a Polícia Nacional, têm ex militares da UNITA e tentar associar os erros de agentes ao MPLA, é falta de memória e sentido de Estado. Isto não obsta que o MPLA tenha foco no seu Programa eleito em 2017 e até acertar por razões objectivas causada pela pandemia e conjuntura hostil economicamente.


As mortes que ocorrem por excessos não devem ter aproveitamento político, são acidentes e nos envergonham a todos. Responde quem os comete salvo se forem actos acidentais. Tentar tirar proveito disto só pode ser má- fé ou ignorância das novas gerações por manipulação da Oposição. O que me parece é que a UNITA não perdeu o seu pendor subversivo, pretende dividir a sociedade para gerar uma comoção e consequente revolta tendo em conta o ambiente de insatisfação causado pela crise global e as dificuldades inerentes ao impacto econômico e social, associado à crise moral que JL tenta corrigir com os processos de combate à corrupção que não é possível fazer sem choque com as elites endinheirada.


No entanto, a Oposição tentou duvidar da determinação do MPLA e seu líder, depois começou por acusar ser um “combate selectivo”, como se fosse possível combater sem danos colaterais ou tocar nos grupos mais conhecidos que monopolizaram negócios ou expostos que rejeitaram cooperar na primeira fase. Embora ache que devia haver ponderabilidade e proporcionalidade. A Oposição também dizia que a riqueza estava com uma “única família política”, depois tentou hipocritamente associar o combate à corrupção como aliança ou adesão ao processo de “mudanças” da UNITA. Esqueceu-se que foi JES e não JL que propôs a necessidade de se combater a corrupção como um dos piores males depois da guerra. Como vemos a nossa Oposição está desorientada, não tem foco, até tenta defender causas para manipular a opinião pública, como o caso do Dr Dala, Médico que morreu em situações suspeitas numa Esquadra da Polícia, gerando comoção nacional de todas sensibilidades políticas. Disso quis fazer bandeira, como se a Polícia Nacional fosse do MPLA ou do PR.

Esqueceu que há Agentes que foram incluídos provenientes da UNITA até 2002, em todos escalões, assim como Professores e Enfermeiros no âmbito do processo de reconciliação até sem documentos que atestava a formação. A UNITA sempre procurou desacreditar as instituições públicas com suspeições até de origem das pessoas e, só seus dirigentes ou militantes ou ango-pessimistas, pessoas contrárias ao Partido que Governa não podem ser exaltados, se forem são insultados. Claro que, é a técnica do intriguista e complexado que inveja uma mulher que nunca lhe deu bola.


Parece-me que a UNITA nunca se reentegrou na plenitude ou não conhece a linguagem da paz, seus militantes são convictos até quando mentem, reclamam ou exigem direitos sem nunca cumprirem deveres, como solidariedade e se os outros fazem, reclamam, insultam vitimizam-se, acho que faz parte da genética a vitimização, traição e o complexo de inferioridade.

Consequencia da inveja e auto-exclusao. Essa organização nasceu entre o GRAE/ UPA, MPLA e PIDE-DGS, Seu líder viveu sempre o complexo do reconhecimento por ter investido na cultura da poliglotologia e camuflagem para suplantar a origem rural e notabilizou-se. Era Maoísta, Socialista, Ditador, Democrata, Capitalista, Nazista ou aliado do Apartheid sem remorso, o importante é ajuda, não interessava de onde. Era tão nacionalista e africanista que aliou -se aos racistas Sul-africanos que humilhavam os negros, prendiam Mandela e colonizavam a Namíbia. Era tão nacionalista e era tratado nos hospitais coloniais levado pelos militares portugueses. Entendeu-se em 1992/2002, quando Margareth Anstee, denunciou em 1996, com a sua obra ” Órfão da Guerra Fria”, expôs o carácter e a manipulação de Savimbi e seus seguidores, que depois da morte em combate, sobreviveram graças a generosidade do MPLA e seu líder JES, quem acusaram estar mais 30 anos e mobilizaram manifestações sem sucesso, até que passou o testemunho ao JL.


Os jovens manipulados procuram incutir-lhes um futuro desconhecido, como no passado também manipularam outros destruindo e matando para construir melhor e criar uma nova sociedade, nisto frustraram. Hoje, passam uma esponja sobre o passado, recusam-se de assumir seus erros, orgulham das chacinas e destruição do Huambo, Bie, Menongue, Malanje, Uige e Zaire com uma violência indescritível como Cuito é Huambo sitiados. Claro que isto compromete, esses jovens nascidos nos anos 90/2002, coitados só vêm o caos de Luanda, Benguela, Huila e Huambo e não se lembram como os jovens da UNITA de hoje são filhos e netos de quem contribuiu do aumento da nossa desgraça e até da corrupção galopante que, no afã do pós guerra esquecemos suspeitar a ostentação e fiscalizar, que agora só com a paz e estabilidade se pode fazer. Vem agora a Oposição liderada pela UNITA fazer-se de virgem.ofendida e excluída…
Haja memória e sentido de Estado.


As autarquias vão ser implementadas e como promessa eleitoral com gradualismo que a Constituição exige, mas não foram adiadas, apenas procurou adequar-se o calendário da implementação pelo facto delas nunca terem sido implementadas por estar em discussão a futura Lei que vai dar nome ou instituir quantas autarquias e os lugares onde existirão na primeira fase, criar comissões instaladoras nos lugares criados e organizados. É disto que se trata. Não há bloqueio, há uma situação de constrangimento pela situação de Calamidade causada pela pandemia e que inibe a criação, organização e até a realização das obras do PIIM que visam dar uma nova face com obras em todos municípios. Isto exige foco, opção ou escolha. Não se deve confundir com a organização de eleições normais ou regular de algo que já existe. É tudo novo.


A Oposição está baralhada e falta -lhe sentido de Estado. Faz parte do seu percurso, só aceita o consumado. Acho que precisamos de uma verdadeira oposição responsável, com sentido de Estado respeitando quem foi eleito e não confundir o adversário com o inimigo, ao fazê-lo auto- exclui-se, gera desconfiança das elites e não é alternativa por confundir a conspiração do tempo de guerra com a competição democrática nos termos da Constituição.


Misturar incidentes brutais com o Partido no poder e que já provou internacionalmente como uma instituição comprometida com a paz, reconciliação, reconstrução, integração dos capturados ou tombados e transição de Partido-Estado para competição democrática é falta de sentido de Estado. Claro que há dirigentes e quadros da UNITA como Jardo Mwekalia e certos militantes que já manifestaram o apoio às reformas de JL faz com o Programa do MPLA.
Espero que haja maturidade e sentido de Estado…
Professor de Direito e Ciência Política
Deputado/ MPLA
JP

JoãoPinto #MPLA#
14/09/2020

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