Polícia nega existência de morte durante manifestação em Luanda

A capital do país viveu, nesta quarta-feira, 11, durante quase dez horas, um clima de instabilidade política e social devido os confrontos entre as forças da polícia e os manifestantes, que terminou com vários feridos, detenções e uma morte, não confirmada oficialmente pela polícia.

O comandante provincial da Polícia Nacional em Luanda, comissário-chefe Eduardo Cerqueira, que falava na noite de ontem, em conferência de imprensa, negou a existência de qualquer morte durante os protestos que ocorreram em Luanda, que visavam exigir melhores condições de vida e a calendarização das eleições autárquicas.

A ocasião serviu também para pedir desculpas publicamente aos cidadãos que viram-se impedidos do seu direito de livre circulação em zonas onde ocorreu a manifestação.

“Não existe nenhum morto”, disse e acrescentou que o “tal morto, conforme dizem, está aí vivo e encontra-se internado no Américo Boavida e que se encontra em tratamento na sequência de uma queda, quando tentava fugir da reacção da polícia para dispersão dos manifestantes”, assegurou.

O comissário-chefe Eduardo Cerqueira referiu que, apesar da manifestação ser um imperativo constitucional,  há um outro direito superior a este que é o “bem vida”, também consagrado na Constituição da República de Angola, e em função do Decreto Presidencial que proíbe o ajuntamento de mais de cinco pessoas em locais públicos, por causa da covid-19, a “Polícia Nacional saiu à rua com a missão de proteger os cidadãos, porque se constitui um perigo eminente às famílias e à sociedade”, frisou.

Segundo o comandante provincial de Luanda, durante os protestos foram detidos vários cidadãos manifestantes com objectivos de afastá-los de onde estava a se registar o evento e horas depois foram para as suas casas.

De igual modo, as forças de Defesa e Segurança, detiveram três cidadãos por tentativa de atear fogo nas bombas de combustíveis – um nas bombas da Pumangol do Benfica e outros dois nas bombas da Avenida Pedro de Castro Van-Dúnen, tentativas frustradas e os elemento encontram-se detidos.

Igualmente, foram presos um manifestante com posse de estupefaciente e outro com um cadastro criminal procurado pela polícia, acuado dos crime de roubo qualificado, e também outro por partir o pára brisa de uma viatura. De acordo com o comandante, em breve serão apresentados à Justiça.

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