Prodesi: universidades entram no Agronegócio através de acordos com MEP

O Ministério da Economia e Planeamento assinou, na manhã desta terça-feira, 10, em Luanda, dois memorandos de entendimento com as universidades Agostinho Neto e Mandume Ya Ndemofayo, no âmbito do AgroProdesi, para promover incluir a ciência da produção de bem alimentares.

O primeiro documento foi rubricado pelo Secretário de Estado para a Economia, Mário Caetano João e pelo Secretário de Estado do Ensino Superior, Eugénio da Silva, tendo se seguido a assinatura dos acordos entre o MEP e as Universidades Agostinho Neto e Mandumem, Ya Ndemofayo, rubricados pelos respectivos Reitores, Pedro Magalhães e Eugénio da Silva.

O Secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio da Silva disse que o “importante memorando rubrica, vai permitir Às universidades com valências de ensino, no quadro da Formação e investigação “possam de facto intervir mais decisivamente, mais substantivamente no processo, quer de criação de valores de produtos agropecuários, quer nos processos de gestão e formação de técnicos agrícolas nos domínios das diferentes tecnologias”.

A associação da teoria à prática é outra vantagem apresentada pelo secretário de Estado para o Ensino Superior. “É uma forma que estas instituições têm de uma participação mais activa, no domínio da agricultura, pecuária, florestas”, disse, referindo ainda esperar que as instituições que rubricaram o documento possa intervir mais directamente junto das cooperativas e dos produtores.

Por sua vez, o Secretário de Estado para a Economia, Mário Caetano João, disse que a assinaturas do memorando entre o MEP e o MESCT está enquadrado no programa do Prodesi que visa resolver as questões do agronegócio, a fim de que os produtores “possam transformar a riqueza potencial em riqueza real, via agronegócio”.

O secretário de Estado da Economia revelou por outro lado, que está a disposição do Prodesi 60 milhões de hectares de terra para a agricultura, tendo informado que deste número apenas 10% está em utilização, desejando com os acordos rubricados, reverter a situação através do agronegócio.

Referiu ainda que “criar agricultura significa criar segurança alimentar, mas também desenvolver o espaço rural”, visto que mais de 80% da actividade agrícola do país é desenvolvida por pequenos agricultores, na chamada agricultura familiar.

Mário Caetano João reconheceu por outro lado a importância do envolvimento de instituições afins para que tornar possível o programa, com destaque para a agência das Nações Unidas para a alimentação e agricultura, FAO, presente no evento, através da sua representante residente, Gherda Barreto, desde 2018.

O acordo abrange, numa primeira fase, 29 faculdades das universidades públicas do país, nomeadamente as Universidades Agostinho Neto, Kuito Kuanavale, José Eduardo dos Santos, Katyavala Buila, Kimpa Vita, Lweje anconde, 11 de Novembro e Mandume Yandemofayo, estando prevista, para posterior a inserção de universidades privadas, interessadas em ministrar cursos na área do agronegócio.

As parcerias visam portanto, fazer com que as universidades, participem na formação e qualificação de Recursos Humanos, bem como na Promoção do Estabelecimento de Parcerias Comerciais Estratégicas, Nacionais e Internacionais e Parcerias Público-Privadas.

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