Taxistas do Lobito protestam contra “terminal de passageiros”

Lobito – Taxistas da cidade do Lobito, província de Benguela, protestaram hoje, quinta-feira, contra o actual espaço provisório atribuído pela Administração local para o embarque e desembarque de passageiros, principalmente de feirantes, com destino à zona movimentada do Africano, paralisando temporariamente os seus serviços.,

Trata-se do espaço adjacente ao “Atlético”, no bairro do Liro, a pouco mais de dois quilómetros da antiga praça do Tchapanguele, onde poderá haver transtornos por causa das chuvas que se aproximam, já que é uma zona de mangais, segundo o coordenador municipal dos taxistas, António Nicolau.

Falando à imprensa, o representante dos profissionais do volante afirmou que “os taxistas trabalham directamente com os feirantes e para continuar ali, a Administração deve pelo menos colocar condições apropriadas para facilitar a mobilidade das pessoas”.

Afirmou ainda que esteve recentemente num encontro com o director Provincial dos Transportes, António Ricardo, acompanhado de alguns dos seus colegas, onde apresentaram os seus argumentos para se encontrar consenso e arranjar-se uma solução definitiva.

O titular dos Transportes avaliou o actual local e confirmou a falta de condições para o trabalho destes profissionais, alegou. Na altura, prometeu levar o assunto ao Governo Provincial, mas até ao momento não voltou a se pronunciar.

António Nicolau fez questão de lembrar que a praça do Tchapanguele  já foi removida do seu espaço original, na zona do Africano, para ser colocada no quintal da actual transportadora rodoviária SGO.  Mais tarde, voltou para outro quintal, à entrada da estrada do  Liro e agora está projectada para o Bairro do São João, onde há risco de inundações por causa das valas de drenagem.

Por outro lado, Gelson António, um taxista que frequenta o terminal do Africano há muitos anos, acha que enquanto esta situação indefinida durar, não haverá possibilidade deste serviço estar organizado.

Questionado sobre as medidas de segurança contra a pandemia da Covid-19 nos táxis, reconheceu que tem havido falhas na observação do uso de máscaras faciais pelos passageiros, bem como a superlotação dos veículos, ignorando assim o distanciamento social.

Entretanto, os taxistas afirmam que até a esta  altura a Administração não se fez representar para esclarecimentos e possíveis negociações, pelo que prometem continuar com a manifestação até que o referido encontro aconteça.

No fim do mês de Junho do ano em curso, mais de trezentos taxistas na província de Benguela paralisaram as suas  actividades, em protesto contra a mudança dos habituais pontos de embarque e desembarque de passageiros nas cidades do litoral desta região do País.

Entretanto, a Angop procurou ouvir alguém da Administração Municipal do Lobito, mas em sucesso.

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