UM ADALBERTO QUE NÃO SERVE PARA UNITA, NUNCA SERVIRÁ PARA ANGOLA

Desde que Adalberto Costa Júnior assumiu a presidência da UNITA, no XIII Congresso de Novembro de 2019, sempre foi contestado por um grupo de militantes dentro do seu próprio partido por entenderem que o mesmo não representa os seus anseios na liderança daquela agremiação política, e agora corre um processo para destitui-lo da presidência. Como é que um presidente que não serve para o seu próprio partido poderá servir para Angola?

Nos argumentos de razão para a destituição de Adalberto Costa, da ala radical daquele partido da oposição diz-se traídos pelo seu presidente que não está a cumprir com os ideais de Muangai e por não ter políticas concretas para o desenvolvimento do partido e do país. A campanha de destituição está a ser promovida por uma comissão criada pelo general Chiewale e que integra também o general Numa que foi adversário de Adalberto nas últimas eleições e demostra publicamente não ter simpatia do seu presidente.

Isto certamente é uma prova evidente que Adalberto Costa não serve para ser alternativa na corrida presidencial do país, sendo uma pessoa desonesta colocaria sempre os seus interesses em primeiro lugar em detrimento do povo, quando precisamos no país um líder que tenha como ponto de partida a resolução dos problemas do povo e não alguém que venha sustentar a corrupção e o nepotismo, práticas que já estão a ser combatidas neste governo.

Por outro, este processo demostra a incapacidade de a UNITA vir a ser governo neste país porque em todo este processo, para além das “malabarices” de Adalberto Costa, há também questões de tribalismo no meio da destituição, por entenderem que o atual presidente não é de confiança no centro-sul do país onde este partido foi forjado, por isso, entendem que depois de destitui-lo, o seu lugar será ocupado por Rafael Massanga Savimbi, filho do fundador do partido, Jonas Malheiro Savimbi. Por merecer maior simpatia na região sul, o que subentende que o partido só preocupa com o Sul do país, pois é um partido trabalhista. Por isso, não merece governar Angola, nem o Adalberto merece aa presidência deste país.

Por: Pumba Kibozo

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