ZAP vê-se sem capacidade financeira para manter patrocínio do Girabola

O acordo fechado há quatro anos entre a Zap e a Federação Angolana de Futebol (FAF) dava exclusividade de transmissão do campeonato a ZAP, sendo que em contrapartida, a empresa mantinha o patrocínio num montante que era depositado anualmente, mas que nunca chegou a ser divulgado.

Nove meses depois de a empresária Isabel dos Santos ter sido afastada da gestão da Zap, a empresa vê-se com dificuldade financeira para manter o patrocínio que vinha dando ao maior campeonato nacional de futebol, o Girabola, desde 2016.

O acordo fechado há quatro anos entre a Zap e a Federação Angolana de Futebol (FAF) dava exclusividade de transmissão do campeonato a ZAP, sendo que em contrapartida, a empresa mantinha o patrocínio num montante que era depositado anualmente, mas que nunca chegou a ser divulgado. 

Durante as edições de 2016, 2017 e de 2018 do Girabola, a ZAP ainda era directamente gerida por Isabel dos Santos, na qualidade de accionista maioritária com 70% das participações da empresa, e fontes indicam nunca ter havido falhas no cumprimento contratual. Entretanto, em apenas nove meses desde que Isabel dos Santos foi afastada da ZAP pela Procuradoria-Geral da República, a empresa vê-se sem capacidade financeira para continuar a patrocinar a maior prova do desporto-rei em Angola.

“A ZAP vem por este meio comunicar a decisão de não renovar para a época 2020/2021 e seguintes a parceria com a Federação Angolana de Futebol e os Clubes Desportivos, materializada no patrocínio oficial do campeonato nacional de futebol, o Girabola, e respectivos direitos televisivos”, lê-se no comunicado da empresa divulgado na tarde dessa quinta-feira, 17.

Na nota, a companhia de televisão por satélite justifica a decisão com “o actual contexto socioeconómico pelo qual o país atravessa”, que segundo a empresa, “exige uma gestão ainda mais criteriosa de recursos. Assim, de uma longa e cuidada avaliação resulta a conclusão que a prolongação deste vínculo contratual não seria possível sem a realização de um esforço financeiro desproporcional e proibitivo neste momento, com potenciais consequências indesejáveis no nível de serviço prestado aos seus clientes e ou condições de trabalho das suas equipas”, acrescenta o documento.

“Desde 2016 que a ZAP contribuiu para a valorização do futebol nacional, dos clubes e de todos os profissionais envolvidos. Fizemo-lo com entusiasmo e profissionalismo por acreditarmos no potencial da modalidade e do desporto angolano em geral. Significativos recursos financeiros e humanos foram investidos com o objectivo de levar o colorido e a fantasia do Girabola aos ecrãs de Angola e do mundo, com transmissões realizadas segundo os padrões de qualidade internacional, as quais acreditamos terão dado um importante contributo para o desenvolvimento e afirmação da modalidade e do Girabola em particular.”

“Agradecemos à FAF e aos clubes pelo privilégio de em conjunto termos elevado a modalidade no país e termos aproximado o talento dos atletas com a paixão dos adeptos. Adaptámo-nos sempre às circunstâncias e imprimimos a nossa cultura de excelência a cada transmissão”, destaca a ZAP na referida nota, em que também deixa uma palavra de apreço a todos os clubes, dirigentes e profissionais ligados ao futebol.

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