Banca: “Angola é fértil para ataques cibernéticos”

As instituições financeiras do país enfrentam vários riscos de ataque cibernéticos, por não haver lançamento regular de informações sobre as tentativas que estas mesmas instituições sofrem, por parte dos hackers, concluíram os participantes da conferência “Transformação digital dos serviços financeiros”, realizada nesta quarta-feira, 18, em Luanda.

Depois da prelecção do tema, apresentado por José Nunes, da Ceti, seguiu-se um debate sobre a transformação digital na banca e no comércio, do qual participaram, além de José Nunes, os directores de Tecnologias de Informação do BFA, Filipe Duarte, do Banco BAI, Carlos Ceita, da Cetim Tecnologias, Hélder João, e o engenheiro Jorge Cipriano, da MSTelecom. Durante o debate, os participantes chamaram atenção para a necessidade de se apostar na segurança electrónica nos serviços bancários, como forma de prevenir riscos de ataque cibernéticos que as empresas sofrem.

Hélder João disse, por exemplo, que as instituições bancárias em Angola são vulneráveis à ataques cibernéticos, por não haver no país “nenhuma instituição que forneça dados estatísticos sobre quantos ataques os bancos sofrem semanal ou diariamente”, tendo mesmo afirmado que o facto de não haver uma instituição responsável torna os bancos “muito mais vulneráveis”:

“Nós não podemos nos prevenir de algo que não sabemos se existe”, alertando, que o custo de defesa contra um ataque acarreta custos mais elevados, comparativamente ao próprio ataque.

Por esta razão, os participantes entendem que a adopção de medidas de segurança electrónica dos bancos não deve ser vista apenas como uma responsabilidade dos Departamento de Tecnologias de Informação destas instituições. “Todos os equipamentos usados pelos funcionários para aceder aos serviços bancários devem estar alinhados com as soluções de segurança das empresas”, aconselhou.

Um conjunto de regras devem ser adoptadas no processo de digitalização dos serviços, dos quais José Nunes destacou a educação e a literacia financeira para permitir aos clientes fazer uso dos serviços com segurança.

Hélder João, director de Tecnologia de Informação da Cetim, defendeu que as instituições devem trabalhar para garantir maior segurança aos utilizadores, sob pena destes sofrerem ataques e perderem os seus investimentos.

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