Centenas de alunos e vários professores raptados no ataque a uma escola na Nigéria

Um grupo de homens armados atacaram na terça-feira à noite um colégio interno, no estado do Níger, centro-oeste da Nigéria e raptaram “centenas de alunos” e vários professores, disse hoje um responsável local e outro das forças de segurança.

Este rapto ocorreu dois meses após um outro ataque de grupos criminosos a uma escola, no estado vizinho de Katsina, na sequência do qual foram raptados 344 alunos. Os alunos foram libertados uma semana após o ataque, depois de negociações entre as autoridades e os rebeldes.

Na última terça-feira à noite, os “bandidos entraram num colégio do governo de Kagara e raptaram centenas de estudantes e os seus professores”, afirmou um responsável local, que pediu o anonimato.

Muitos homens armados, vestidos com uniformes militares, levaram os alunos para a floresta, de acordo com a mesma fonte.

“Um dos funcionários e alguns dos estudantes conseguiram escapar. O pessoal confirmou que um estudante foi morto a tiro” durante o ataque, acrescentou.

A escola secundária tem cerca de 1.000 alunos, mas o número exato de adolescentes raptados ainda não é conhecido.

“Está em curso uma contagem para se determinar o número exato de estudantes raptados. Esperamos que todos aqueles que fugiram da escola [na sequência do ataque] voltem para a contagem”, disse uma fonte de segurança.

Os militares, com apoio aéreo, procuram agora os raptores e os reféns, com vista a uma possível operação de salvamento, disse a fonte.

O noroeste e centro da Nigéria é, há quase uma década, flagelado pela violência de grupos criminosos conhecidos localmente como “bandidos”, que estão a intensificar os raptos, para resgate, e roubo de gado.

Estes bandos criminosos são motivados pela ganância, mas alguns deles desenvolveram fortes ligações com grupos terroristas no nordeste.

Nestes incluem-se os grupos que raptaram 344 estudantes de um internato na cidade de Kankara, Estado de Katsina, em dezembro último.

Estes grupos armados agiram em nome do grupo terrorista Boko Haram, que reivindicou a responsabilidade pelo rapto num vídeo, mas o seu baluarte encontra-se a centenas de quilómetros de distância, no nordeste da Nigéria.

O rapto causou uma agitação global e trouxe de volta memórias de outra ação semelhante do Boko Haram, que raptou mais de 200 raparigas em Chibok, no nordeste, em 2014.

Os alunos de Kankara foram libertados após uma semana de cativeiro, na sequência de negociações entre os gangs e os governos de Katsina e Zamfara. E em 09 de fevereiro, o raptor, um líder de grupo armado, Awwalun Daudawa, rendeu-se às autoridades em troca de um acordo de amnistia.

Fonte: Lusa

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