Combate à corrupção abre caminho para empresas norte-americanas investirem em Angola

A embaixadora dos Estados Unidos da América em Angola, Nina Maria Fite, disse que várias empresas norte-americanas pretendem anunciar, nos próximos dias, a celebração de contratos para investimento em Angola, não obstante às dificuldades ao comércio internacional criadas pela pandemia de covid-19.

“A pandemia tornou muito difícil o funcionamento de qualquer negócio internacional, contudo, várias empresas americanas celebram ou estão prestes a celebrar contratos para investir em Angola. Esperamos um grande anúncio nos próximos dias”, anunciou, em declarações, hoje, ao Programa Manhã Informativa, da Rádio Nacional de Angola (RNA).

O interesse surge, de acordo com a chefe da diplomacia norte-americana em Angola, devido reformas em curso para combater a corrupção e a impunidade em Angola, bem como a promulgação de leis internas que cumprem com requisitos da Lei de práticas de corrupção dos Estados Unidos, que rege a forma como as empresas daquele país devem desenvolver negócios no estrangeiro.

“O empenho do presidente João Lourenço no combate à corrupção é um sinal positivo para os investidores estrangeiros. Promulgou leis e simplificou práticas que irão gerar ainda mais interesse do sector privado dos Estados Unidos em oportunidades de comércio e investimento em Angola”, disse, reforçando que a “promulgação dessas leis é um paço crucial. No entanto, o maior desafio é a aplicação contínua dessas novas leis e procedimentos”.

Actualmente, Angola exporta para os Estados Unidos da América, principalmente, petróleo e diamantes. Porém, Nina Maria Fite considera que há  “enorme potencial” para diversificar as exportações para aquele país, por terem como foco “o comércio e  investimentos mútuos, a fim de ajudar as empresas de ambos os países a exportarem mais”.null

Nina Maria Fite avançou ainda que no final de Dezembro de 2020, João Lourenço reuniu-se com representantes das principais empresas norte-americanas que trabalham em África para discutirem o clima empresarial em Angola, a diversificação da economia e do comércio americano.

De acordo com a embaixadora, “essas empresas fazem parte de um grupo que aconselha o presidente dos Estados Unidos sobre formas de reforçar o envolvimento comercial entre os EUA e países africanos”.

“Angola tem atraído uma atenção positiva pelos seus esforços para melhorar o ambiente empresarial e os EUA estão com Angola nesse esforço para cumprir as suas promessas”, anunciou.

A representante divulgou também que os Estados Unidos investem anualmente USD 40 milhões nas áreas de saúde, humanitária e desminagem em Angola, mas, recentemente, tem incluído apoio aos esforços de Angola para melhorar a transparência no combate à corrupção, “concentrando-nos também para que a próxima geração de jovens angolanos participe plenamente na economia angolana, através da formação em língua inglesa, literacia digital e empreendedorismo”.

Desde 2017, quando tomou posse, João Lourenço tem implementado uma verdadeira “cruzada contra a corrupção” em Angola, e. de acordo com a chefe da diplomacia norte-americana, tais acções têm chamado atenção dos Estados Unidos da América:

“Nossa relação com Angola cresceu. Elogiamos Angola pelos seus enormes avanços e orgulha-nos de ser parceiros de Angola”, destacou.

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