EUA elogiam João Lourenço e lançam concurso 1.3 milhão de dólares para reforçar combate à corrupção

O Gabinete para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL), do Departamento de Estado dos EUA elogiou o combate à corrupção levado a cabo pelo Presidente João Lourenço e abriu um concurso, de 1.3 milhão de dólares, para financiar projetos da sociedade civil e dos meios de comunicação sociais independentes que visam apoiar a luta contra corrupção e as reformas sobre a transparência.

Este comunicado contraria a informação revelada pela consultora Pangea Risk, segundo as quais, o Presidente João Lourenço e um grupo próximo ao círculo presidencial, incluindo a primeira-dama Ana Dias Lourenço, estariam a ser investigados nos EUA por alegadas práticas de corrupçãofraude e peculato.

De acordo com a nota publicada no portal do Departamento de Estado dos EUA, na terça-feira (16), o objetivo do concurso é reduzir a corrupção em Angola, munindo a sociedade civil angolana e a comunicação social com habilidades e ferramentas para investigar e monitorar a corrupção, para educar e envolver o público nas reformas anticorrupção em curso no país. 

O Departamento de Estado dos EUA, na mesma nota, elogiou o governo dizendo que “nos últimos dois anos, o Presidente angolano fez progressos impressionantes na prossecução de uma agenda anti-corrupção, priorizou o resgatar da autoridade do Estado e o combate contra o poder das elites na apropriação dos bens públicos em benefício próprio”. Salientando, que vários “funcionários do Estado acusados ​​de corrupção foram indiciados, julgados e condenados”. 

Mas, adverte que a “corrupção em Angola ainda é generalizada, a impunidade persiste e o pagamento para facilitação de negócios ainda é comum, incluindo no sistema judicial”.

O Departamento de Estado adverte ainda que a corrupção representa riscos reais para as reformas em curso no país. Apontando que a descentralização produzirá novas oportunidades para a corrupção, perigando assim, o progresso até aqui alcançado. 

“As evidências sugerem que a corrupção pode aumentar nas fases iniciais da descentralização, reduzindo o apoio às reformas democráticas. Esta maior oportunidade para a corrupção subnacional representa o risco de azedar a percepção pública sobre descentralização e inverter o progresso democrático em Angola”, alerta o Departamento de Estado dos EUA.

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