MPLA acusa UNITA e seu presidente de campanha de vitimização

O MPLA, partido no poder, acusa a UNITA e o seu líder de estarem a fazer uma “campanha de vitimização para tentar distrair a comunidade nacional e internacional”.

O secretário do MPLA para informação, Albino Carlos, citado pela Voz da América (VOA) diz “não haver qualquer campanha racista e xenófoba contra Adalberto Costa Júnior por parte do MPLA”, conforme denúncias recentes da direção do partido do Galo Negro.

Após os acontecimentos de Cafunfo, o BP do MPLA na sua declaração sobre incidente, ao questionar-se sobre que país os angolanos pretendem para o futuro, respondeu que é “uma Angola onde os eleitores não sejam surpreendidos com líderes políticos sem escrúpulos, que afinal são cidadãos estrangeiros e por isso executam uma agenda política contrária aos interesses de Angola e dos angolanos”. 

Isso deu azo a partilhas nas redes sociais de ‘posts’ com a imagem de Adalberto Costa Júnior e frases, denunciada publicamente pelo antigo primeiro-ministro e ex-secretário do MPLA Marcolino Moco, que lhe atribuem a nacionalidade portuguesa, nomeadamente: “A SIC apoia o cidadão Adalberto Tuga”, Afinal esse Galo é Português?”, “O Presidente da UNITA é conterrâneo de Salazar”, “É Adalberto Tuga ou Adalberto Júnior?, “Agora a UNITA é um partido português!”, “Adalberto Tuga votou nas eleições em Portugal”, “Adalberto Tuga tem passaporte europeu” e “Adalberto Tuga Vai Anexar Angola a Portugal”. 

Albino Carlos, citado pela VOA, assegura que “o que o Bureau Político realçou” na sua declaração, “e nós reiteramos, é a condenação de todos os atos de subversão da ordem constitucional, que não tem nada a ver com atos de racismo e de xenofobia”.

Albino Carlos disse que o MPLA “é contra os políticos que cumprirem agendas alheias e não promovem a unidade nacional”.

“São líderes sem escrúpulos. São estrangeiros ao serviço de agendas estrangeiras, contrárias aos interesses superiores de Angola”, sublinha Albino Carlos.

Albino Carlos acusa por sua vez a UNITA, “afirmando ser a principal formação política angolana que sempre promoveu o racismo e a xenofobia no país”.

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