“O sector da Educação em Angola é subalternizado”, diz SINPROF

O Sindicato Nacional de Professores (SINPROF) chamou mais uma vez atenção, neste domingo, 22, ao Estado angolano, sobre o orçamento para o sector da educação que está em discussão na Assembleia Nacional para o exercício económico de 2021, que corresponde à 6% do OGE.

No entender do sindicato, isso permite afirmar que o “país continuará a adiar o sonho de ver realizadas as reformas estruturais no sector da Educação, cujas debilidades têm sido postas à prova todos os dias, com a pandemia da covid-19”.

Na mensagem alusiva ao Dia do Educador, celebrador em 22 de Novembro, a que o Correio da Kianda teve acesso, o Sindicato Nacional dos Professores rendeu ainda homenagem a todos os professores que morreram com covid-19.

Para o SINPROF, o sector da Educação em Angola é subalternizado, na medida em que as políticas públicas definidas para a Educação estão muito distantes de representar o verdadeiro compromisso do Estado para com este sector fundamental e para com os profissionais que trabalham incansavelmente na sua operacionalização.

“Não se fazem bons professores com improvisos, tão pouco se faz uma educação de qualidade sem investimentos”, diz o comunicado.

Com o actual orçamento destinado para o sector da Educação no ano 2021, “não restam dúvidas que continuaremos a ter escolas sem dinheiro para fazerem face às inúmeras dificuldades com que se debatem no dia-a-dia; continuaremos a ter professores mal remunerados; continuaremos a ter professores sem o usufruto de uma formação continuada digna deste nome; continuaremos a ter os principais indicadores da qualidade da Educação e Ensino negligenciados,com implicações negativas para todo o sistema”, lê-se na carta.

O SINPROF entende que para assegurar a formação qualitativa dos recursos humanos e a construção de infra-estruturas escolares para que venha responder a demanda, é necessário um investimento e financiamento à Educação, para mitigar os principais problemas do sector, que passam, essencialmente, pelo acesso à educação e pela qualidade da educação e ensino.

No dia 22 de Novembro de 1976, o primeiro presidente de Angola, Dr. António Agostinho Neto, declarou aberta a campanha de alfabetização, em Luanda, nas instalações da antiga fabrica têxtil chamada Textang II, e ficou marcado na história do país como data consagrada aos mestres do ensino, e a partir de 1978 foi institucionalizado como Dia Nacional do Educador.

Comemorou-se ontem o Dia do Educador, com várias dificuldades que os educadores têm passado, desde as péssimas condições de trabalho, à baixa remuneração.

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