Sociedade ansiosa por solução de casos pendentes de embusteiros que desgraçaram o país

O combate contra a corrupção em Angola, bem como o processo de recuperação de activos, tem somado, nos últimos dias, importantes passos, como a retirada das imunidades ao deputado Manuel Rabelais, antigo ministro da Comunicação Social, assim como as audiências aos generais Hélder Vieira Dias “Kopelipa” e Leopoldino do Nascimento “Dino”, todos eles acusados de crimes de corrupção, peculato, participação em negócio, branqueamento de capitais, falsificação e burla.

Japer Kanambwa

Entretanto, para além destes nomes bastante conhecidos e mais visados nos “prognósticos” públicos, algumas figuras andam por aí a vangloriar-se e, sorrateiramente, continuam a “envenenar” a atmosfera política nacional já de si bastante poluída.


Muitos desses indivíduos, estão a fazer de tudo para não caírem nas malhas da justiça e começam a espalhar a confusão na mente das pessoas, procuram criar outras situações, tudo para que as atenções se voltem contra outros, enquanto eles, encolhidos em seus “buracos”, caíam no esquecimento.


São os casos de Paulino Typingue, ex-governador da Huíla; Carlos Alberto Jaime (Calabeto), ex-PCA da ENAMA e ex-secretário de Estado da Agricultura; Armando Manuel, ex-ministro das Finanças.


Muitos outros nomes há sem dúvida, em meio às elites do poder em Angola, todos passíveis de serem os próximos chamados ou mesmo detidos pela Procuradoria-geral da República (PGR) que continua as suas diligências.


Contudo, segundo analistas e comentadores do cenário político angolano, nas referidas diligências evidenciam-se um conjunto de características tendentes a aumentar o seu impacto público, não só junto da população em geral, mas também, de uma forma mais vasta, da comunidade internacional.


Pelo que se tem declarado, nota-se alguma “prioridade” para casos que envolvem figuras de elevada notoriedade, já que o fenómeno da corrupção foi, nas últimas décadas, tem sido transversal aos vários níveis da administração do Estado.


Com as acções levadas a cabo pela PGR, algumas dúvidas começam a dissipar-se, mas nem tudo são já dados adquiridos, considerando que subsistem questões em relação à possibilidade de ainda estalar um conflito entre a elite dirigente e, de forma mais geral, quanto à atractividade de Angola enquanto destino de investimento, face a outros países da região, tendo em conta factores como os problemas nos pagamentos às empresas e repatriamento de lucros e as previsões de crescimento económico ou a qualidade das infra-estruturas.

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