O lixo tem estado a se transformar, aos poucos, no cartão postal da centralidade 8000, situada no distrito do Zango. Não é apenas uma impressão de quem pela primeira vez visita a referida centralidade. Trata-se de um facto, que tem estado a incomodar os moradores, que olham para o amontoado de lixo, como um “vizinho”, que aos poucos, vai chegando aos apartamentos.
A enorme quantidade de lixo que se acumula a cada a dia que passa logo à entrada da referida centralidade é resultante da falta de recolha por parte das operadoras que trabalham no município de Viana, segundo ralataram os moradores ao Correio da Kianda, na manhã desta segunda-feira, 28, que apelam ao Governo Provincial mais atenção, numa altura em que as primeiras chuvas já começaram a cair na cidade capital.
“O lixo está a chegar aqui nos apartamentos e até temos pena dos vizinhos que vivem nos rés-do-chão, porque quase todos os dias, no mata-bicho, almoço e jantar, um dos acompanhantes nas suas refeicões tem sido o cheiro desse lixo, que a cada a dia que passa está a crescer”, fez saber uma das moradoras ouvidas pela nossa equipa de reportagem.
“Com a chuva que já começou a cair, se não se preocuparem em tirar esse lixo agora, é doença que nos espera”, concluiu.
Sustento no lixo
A referida lixeira acumulada na berma da estrada, que temos vindo a citar, para além de estar a preocupar os moradores, por constituir um atentado à saúde pública, tem, por outra, estado a condicionar a circulação de automóveis e, consequentemente, servido de um lugar para crianças do bairro da Santa Paciência, um subúrbio localizado nas cercanias da centralidade 8000, onde falta quase tudo. Desde a água, escola pública à energia eléctrica.
Debaixo do sol e sem ninguém para impedir, quase todos os dias, crianças e famílias de baixa renda, moradores da Santa Paciência, atravessam o arame que divide o bairro da centralidade, na procura, entre os amontoados de lixo, alguns por comida, enquanto que para outros, por objectos recicláveis para venda e subsistência. Uma imagem desoladora para quem pela primeira vez lá se desloca e depara-se com a realidade.
Fonte: Correio da Kianda